A sabotagem escancarada: Michelle Bolsonaro e a máquina de destruição contra Flávio
Por Olhar Oculto | Fonte: A Investigação
A máscara caiu
Não se trata mais de "divergência familiar". Não se trata de "descompasso de assessoria". O que o print acidental de André Costa revelou é algo muito mais grave e deliberado: Michelle Bolsonaro está ativamente sabotando a candidatura de Flávio Bolsonaro, e o faz utilizando uma estrutura de comunicação montada justamente para isso — com assessores que transitam livremente entre inimigos históricos do bolsonarismo.

O desmentido que era um ataque
Vamos aos fatos reais e cruéis. Em 5 de junho, às 17h23, André Costa — assessor direto de Michelle, registrado na própria agenda como "Ascom Michelle Bol" — dispara em sua lista de transmissão:
"Pergunte se alguém ouviu a voz de Bolsonaro. Pergunte se alguém leu uma carta de Bolsonaro. Esquece!"
Classificou a notícia da candidatura de Flávio como "ridícula". Disse que "Michelle não fala com a imprensa para dar esse tipo de informação".
Minutos depois, a própria Michelle confirma publicamente a candidatura, desejando a Flávio "sabedoria em sua nova missão".
Isso não é erro. Isso é guerra interna. Costa não falhou por incompetência — ele executou uma jogada: desacreditar Flávio perante aliados, minar a credibilidade da candidatura antes mesmo dela se consolidar. Quando Michelle foi forçada a confirmar, o estrago já estava feito: a mensagem de que a candidatura era "ridícula" já circulava nas listas de transmissão do bolsonarismo.
A rede de sabotagem pelo assassinato de reputação
Mas o print revelou muito mais do que um desmentido malfeito. Ele expôs com quem André Costa conversa:
| Contato Exposto | Significado Político |
|---|---|
| Brasil 247 | Portal alinhado ao PT, historicamente hostil a Bolsonaro. Por que o assessor de Michelle alimenta um canal com o inimigo? |
| Secom do STF | Secretaria de comunicação do tribunal que perseguiu judicialmente a família Bolsonaro. Diálogo com quem, exatamente? |
| Comunicação Zema | Romeu Zema é pré-candidato concorrente no centro-direita. Mesmo campo, mesmo espaço eleitoral que Flávio. |
A pergunta é óbvia e incômoda: por que a assessoria de Michelle mantém canais abertos com três forças que têm tudo a perder com o avanço de Flávio Bolsonaro?
A resposta também é óbvia: porque Michelle não quer que Flávio avance.
A humilhação pública como arma
Não bastasse a sabotagem silenciosa pela via da assessoria, Michelle escolheu o caminho mais cruel: a humilhação pública. Em 23 e 24 de junho, ela acusou Flávio de tê-la "maltratado e humilhado" — jogando na praça pública uma acusação devastadora que corroeu a imagem do senador exatamente no momento em que ele precisava de unidade familiar para sustentar uma candidatura.
O "pedido de desculpas" só veio em 22 de julho, quase um mês depois. Um mês de devastação narrativa. Um mês em que a impressão dominante na opinião pública era: "até a própria família dele não confia nele". Isso não é reconciliação. Isso é controle de danos depois que o objetivo foi alcançado.
O padrão fala por si
Some-se tudo:
- ❌ Assessor desacredita candidatura antes da confirmação oficial
- ❌ Mesma assessoria mantém canais com 247, STF e Zema — todos interessados no fracasso de Flávio
- ❌ Michelle lança acusação pública devastadora no momento mais sensível da pré-candidatura
- ❌ "Reconciliação" só ocorre depois de um mês de dano reputacional irreversível
Não é coincidência. É modus operandi.
Quem protege quem?
Michelle Bolsonaro construiu sua imagem pública como a esposa leal, a mãe dedicada, a fiel escudeira da família. Mas os fatos dizem outra coisa. Enquanto posa de vítima, sua máquina opera nos bastidores para minar o político que carrega o sobrenome que a projetou.
Flávio Bolsonaro não está enfrentando apenas adversários externos. Ele está sendo apunhalado por dentro de casa, por uma estrutura que usa a fachada de "assessoria de comunicação" para traficar informações, desacreditar candidaturas e construir narrativas destrutivas junto a veículos que deveriam ser tratados como hostis.
O vídeo que tudo entregou
O detalhe mais irônico dessa história é que a própria Michelle forneceu a evidência. Em 23 de julho de 2026, circulou nas redes um vídeo de reconciliação entre Michelle e Flávio — o encerramento encenado da crise que durara um mês. Nos segundos finais da gravação, entretanto, um erro operacional do WhatsApp mudou tudo: a reprodução automática de stories continuou rodando e a tela de conversas do aparelho foi capturada.
Ali, exposto para quem quisesse ver, estava o WhatsApp de André Costa — salvo na agenda como "Ascom Michelle Bol." — com sua lista completa de contatos recentes. E o que essa lista revela é devastador.
O coronel que oferece, não que recebe
Há uma diferença fundamental que a defesa de André Costa tenta obscurecer. Ele afirmou que seu contato com jornalistas é "procedimento normal de assessoria" e que tudo não passava de rotina profissional. Mas a mensagem capturada no print conta outra história.
Às 14h56, o jornalista "Leo" — do Brasil 247 — responde a Costa:
"Será um prazer receber os materiais da sua lista de transmissão e conhecê-lo."
A frase é eloquente. Não foi o jornalista que procurou o assessor oferecendo uma pauta. Foi Costa quem propôs compartilhar os materiais de sua lista de transmissão com um veículo historicamente alinhado ao PT. E o jornalista não apenas aceitou — acrescentou o interesse em um encontro pessoal com o coronel.
Isso não é assessoria reagindo a demanda. É assessoria oferecendo. É a diferença entre responder a um telefonema e discar o número do inimigo para entregar munição.
O histórico que não mente
A matéria de A Investigação aponta algo ainda mais grave: este não foi um episódio isolado. O padrão de conduta de André Costa — incluindo repostagens hostis a Flávio — já havia sido documentado em dezembro de 2025, meses antes do estouro da crise pública entre Michelle e Flávio.
Ou seja: a sabotagem não começou com a acusação de "mau-trato e humilhação" em junho. Ela já estava em curso seis meses antes. A crise familiar pública não foi o estopim — foi a materialização de uma operação que já rodava silenciosamente nos bastidores da assessoria.
A conclusão inevitável
Michelle Bolsonaro não é vítima das circunstâncias. Ela é agente ativa de um processo de sabotagem política contra Flávio. Seja por ambição pessoal, recalque familiar ou cálculo eleitoral, o resultado é o mesmo: a destruição sistemática da candidatura de Flávio Bolsonaro usando as armas que ela mesma preparou.
E as "cobras" que a cercam não são intrusas. Foram escolhidas.
📄 Fonte original: A Investigação
Nota editorial: Os fatos citados foram extraídos da reportagem de David Agape no site A Investigação. As interpretações e conclusões aqui apresentadas são de responsabilidade exclusiva do Olhar Oculto.
